domingo , 23 setembro 2018
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Os Apologistas ao longo da História – Ações intelectuais que exaltam a Verdade da Palavra de Deus

OS APOLOGISTAS AO LONGO DA HISTÓRIA

AÇÕES INTELECTUAIS QUE EXALTAM

A VERDADE DA PALAVRA DE DEUS

ÍCARO AUGUSTO DA SILVA SANTOS

Introdução:

No período do segundo e terceiro séculos foi exigido da Igreja exprimir sua autoconsciência em uma nova forma literária: os Apologistas e os Polemistas. O objetivo é focarmos no primeiro grupo, que procurava convencer os líderes do Estado de que os Cristãos nada tinham feito para merecer a perseguição que lhes era impingida. A forma do diálogo literário pagão e legal da Apologia era usada para realizar essa tarefa.

Os seus escritos continham argumentos para refutar variados temas e assuntos associados hereticamente ao Cristianismo, passando por ateísmo, canibalismo, incesto e práticas anti-sociais atribuídas por escritores pagãos, dentre os quais, o mais conhecido, segundo alguns historiadores, foi Celso, em seu livro Verdadeira Razão, conforme Earle E. Cairns afirma no livro O Cristianismo através dos Séculos. Argumentos que também contrapunham o Cristianismo ao Judaísmo, a religiões pagãs e ao culto do Estado, revelando um abismo entre o verdadeiro Cristianismo e as demais religiões.

Earle E. Cairns resume, em seu livro, o papel dos apologistas diante das autoridades. Seus escritos, conhecidos como apologias, fizeram um apelo racional aos líderes pagãos e procuraram criar uma interpretação inteligente do Cristianismo e assim revogar os dispositivos legais contra si. (1999, p. 85)

Os apologistas dedicavam o maior tempo a defender o Cristianismo desses ataques sofisticados. Quando nos voltamos à História recente da Igreja, percebe-se que não houve muitas mudanças. Ainda existem intelectuais que atacam o Cristianismo, bem como grandes mentes que são usadas por Deus para rebater as injúrias contra a Verdade do Reino de Deus.

 

1 – Patriarcas Apologistas

Destacado como uma inteligência e capacidade incomparáveis, Justino Mártir (c. 100- 165) foi o principal apologista oriental do século II. Um filósofo inquieto e sempre em busca da Verdade, passou pela filosofia estóica, idealismo de Platão, idéias de Aristóteles e seus “peripatéticos” sucessores e pela filosofia numérica de Pitágoras.

Porém, um dia, andando pela praia, um senhor lhe deu a Bíblia como a verdadeira filosofia; Justino encontrou a paz por que tanto ansiava (Diálogo com Trifo, Capítulo 2-8), defendendo a Fé Cristã tanto contra os Judeus como contra os pagãos.

Taciano, discípulo de Justino, erudito que escreveu a obra conhecida como Discurso aos Helenos, denunciava, em estilo clássico apologético, as pretensões gregas de liderança cultural. Ele sustentava que o Cristianismo era superior, tanto na religião como na cultura grega, e logo deveria receber melhor tratamento. Inclinou- se também em comparar os ensinos Cristãos com a mitologia e a filosofia grega. Além de ser o autor do Discurso, Taciano foi o compilador do Diatessaron, a mais antiga Harmonia dos Evangelhos.

Teófilo de Antioquia que foi convertido pela leitura Bíblica, escreveu a Apologia a Autólico, que possivelmente fosse um magistrado pagão ilustrado, a quem ele estava tentando fazer conhecido o Cristianismo com argumentos racionais. Em seu primeiro livro, ele fala sobre a superioridade de Deus e, no segundo, compara as religiões pagãs com o Cristianismo. Em sua última obra, ele responde às objeções de Autólico à Fé Cristã. Ficou marcado por ser o primeiro a usar a palavra “trias” para Trindade.

De fato, os patriarcas apologistas podem ser considerados filósofos, mas o conteúdo de suas apologias é basicamente cristão. Isso se torna claro, até mesmo quando se faz uma leitura rápida das obras desses homens.

Earle E. Cairns destaca, em seu livro, a importância dessas obras na História da Igreja.

As apologias são de grande valor para nós, pela luz que lançam sobre o

pensamento Cristão em meados do segundo século. (1999, p. 89)

 

2 – Apologistas modernos

A realidade da Igreja não mudou; por isso, Deus tem levantado homens na História recente da Igreja, que têm feito um trabalho similar aos “Apologistas Patriarcais”. Alister McGrath, Alvin Plantinga, Augustus Nicodemus Lopes, Frank Turek, John Carson Lennox, Russell Shedd, William Lane Craig, entre outros, são alguns nomes que têm se destacado na difícil e árdua tarefa de combater ataques bem elaborados e intelectuais, que intentam a compreensão da Palavra de Deus.

 

3 – Conclusão

Analisando as obras apologéticas do passado e as mais recentes, fica claro que Deus usa as obras literárias para a consolidação e proclamação das Boas Novas. Negligenciar tais fatos históricos não levando em conta a influência na História da Igreja contemporânea e subsequente é tapar os olhos para as obras de Deus, é “virar a face” para fatos como descritos em Atos 6, tendo Estêvão como um grande apologista neotestamentário. Também ao livro todo de Hebreus, que é considerado uma obra apologética.

A reflexão que este artigo deve promover é que existiram grandes exemplos de homens que se dedicaram a esta tarefa no passado distante e que influenciaram homens no passado mais recente, porém percebe-se a carência no surgimento de obras desse calibre na atualidade, evidenciando a urgente necessidade de um retorno às Sagradas Escrituras adstringindo, de tal forma, o relacionamento entre Deus Criador e a criatura, e que toda e qualquer obra que surja revelará o zelo e a preocupação em manter e exaltar a Verdade da Palavra de Deus exposta ao seu povo.

 

REFERÊNCIAS

(Earle E. Cairns. O Cristianismo através dos séculos, Atos 6, Hebreus, David Ferreira. História da Igreja,

http://monergismo.com/steven-cowan/cinco-visoes-sobreapologetica/,

http://resistenciaapologetica.blogspot.com.br/2015/02/alguns-dosmaiores-apologistas-do.html)

Sobre Ícaro Augusto da Silva Santos

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