domingo , 23 setembro 2018
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Não é, ops… Noé

Aí está o clássico filme amado por muitos, odiado por outros tantos. Noé é o tipo de filme que consegue gerar uma polêmica atrás da outra. Óbvio! Por se tratar de adaptação de uma narrativa bíblica (e a mais antiga), e ainda ter paralelos em outras culturas como a babilônica e a sumeriana, esta inclusive mais antiga que o texto bíblico, e até no Alcorão, cuja história é mais longa que na Bíblia, tinha que dar no que deu, há quem ache o filme uma heresia e há os que atentam somente para os efeitos especiais e o mínimo de fidelidade à narrativa original, lembrando que o diretor e roteirista Darren Aronofsky …

Review Overview

Mensagem
Trilha sonora
Edição
Imagem

Ótimo

Summary : Muito bom (e fantasioso!)

93

Aí está o clássico filme amado por muitos, odiado por outros tantos. Noé é o tipo de filme que consegue gerar uma polêmica atrás da outra. Óbvio! Por se tratar de adaptação de uma narrativa bíblica (e a mais antiga), e ainda ter paralelos em outras culturas como a babilônica e a sumeriana, esta inclusive mais antiga que o texto bíblico, e até no Alcorão, cuja história é mais longa que na Bíblia, tinha que dar no que deu, há quem ache o filme uma heresia e há os que atentam somente para os efeitos especiais e o mínimo de fidelidade à narrativa original, lembrando que o diretor e roteirista Darren Aronofsky fez um verdadeiro garimpo em trechos históricos pouquíssimos ou nada conhecidos das mais diversas religiões, ou seja, quando falamos de fidelidade ao texto original, nem sempre estamos falando da Bíblia e é aí que está o imbróglio todo. Os evangélicos (a maioria) se sentem desconfortáveis com a história hollywoodiana de Noé simplesmente porque é um filme fantasioso… mas, é um filme, lembra? Hollywood tem interesse em fazer filmes e não em colocar nas telonas o texto bíblico ipsis litteris, sem contar que a maioria das narrativas bíblicas fornecem mais lacunas do que soluções para um bom roteiro cinematográfico. Aqueles que leem a Bíblia com um pouco mais de profundidade sabem que entre um trecho e outro pode ter alguns séculos de distância.

Ok. Mas eu não estou falando que o livro que norteia a minha vida, a querida Palavra do meu Deus não serve para fazer filmes, não é isso, quero separar as coisas aqui, Bíblia é Bíblia e filme é filme. Cinema é contar uma história da forma mais visual possível, quanto menos diálogo tiver, melhor, então quando assistimos a um filme como Noé, não fazemos nada mais do que comparar com todo aquele visual mental gerado no momento em que a história original foi lida. Ponto. É assim que funciona.

Se você tem um certo discernimento e gosta de filmes, principalmente os que retratam a narrativa bíblica (ainda que as lacunas sirvam para exercitar as mentes criativas dos diretores de cinema), pode assistir Noé tranquilamente. Você não será aprisionado por nenhuma heresia, esteja certo disso, afinal, você acredita na Bíblia ou em filmes? O filme impressiona por seus efeitos digitais, só para se ter uma ideia, 20% da construção da arca é real, o resto é computação gráfica. E os animais? Todos digitais, até porque teve muito animal que simplesmente não existe mais, (ou nunca existiu) supostamente vindos de uma era anterior à evolução. Peculiaridades próprias da época de Noé.

Mas, e sempre tem um mas né, se você não concorda que um filme cujo título seja Noé e distorça completamente a narrativa bíblica, fantasioso a ponto de lembrar séries como Harry Potter e O Senhor dos Anéis, derrape na criatividade com seres gigantes, “anjos caídos”, monstros de pedra e… , bom, eu não vou contar o filme aqui, até porque a recomendação é para que você nem assista mesmo, leia a Bíblia e seja feliz, mas vale lembrar que há questões mercadológicas envolvidas e o objetivo é sempre o de atrair um público cada vez maior. Isso é Hollywood. Não é EBD! 😉

Quero destacar a atuação do protagonista Russel Crowe, particularmente gosto desse ator pelo épico Gladiador (Gladiator – 2000) e a edição caprichada e representação do gênesis, que lembra bem a série “Cosmos” exibida no canal NatGeo. Perfeito! (para quem gosta de física, astronomia e etc, como eu!).

No fim das contas, seja o filme teologicamente correto ou não, ele mostra a que veio, passar uma mensagem objeto de muita reflexão sobre todo o mal que nos rodeia e a culpa do homem nessa realidade, a corrupção do gênero humano. Indicação que o fim está chegando, Jesus está voltando! “…Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 24:36-39).

Bom, com esse pretenso artigo sobre o filme Noé, não quis entrar em questões teológicas, mesmo porque o próprio filme já conseguiu gerar um punhado de problemas teológicos totalmente desnecessários, mas reconheço que por se tratar de Hollywood tinha que ser assim mesmo. Deixemos as questões teológicas para os teólogos, beleza?

Se você não assistiu no cinema, e não recorreu à pirataria (não recorra!), resta esperar a distribuição em DVD e Blu-ray nas locadoras. E eles nem tem previsão de quando chega.

Se Deus permitir, traremos uma reflexão de outros filmes, como o “literal” O Filho de Deus (Son of God – lançamento abril/2014), Exodus (adaptação da história bíblica do Êxodo, a ser lançado no Brasil), Príncipe do Egito, entre outros.

E para terminar, a minha reação ao filme Noé, é puro entretenimento. Nada mais.

E você, como reage ao filme Noé?

O que fica é, a Bíblia é a história de Deus e a melhor maneira de conhecer o seu autor é lendo a sua história. Conheça a Deus. Para conhecê-lo… leia a sua história!

Sobre Sandro Mendes

Cristão. Doido. 100% dependente de Jesus Cristo. Privilegiado. Eleito. Predestinado pela multiforme Graça de Deus. Um corpo com a Kátia (eva providenciada por Deus). Pai do Lucas. Estudante de Teologia pela FTSA (Faculdade Teológica Sul Americana). Designer Gráfico da agência Logos Design e apaixonado por tecnologias. Desde 1995 atua no mundo de TI.

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