sábado , 18 novembro 2017
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A superioridade de Cristo

O Novo Testamento foi escrito para solucionar alguns problemas oriundos especialmente do mundo judaico (outros do mundo pagão), mas presentes dentro da comunidade cristã. Entre esses problemas estava o de nivelar Jesus aos líderes e heróis do AT. Tal procedimento parecia se justificar àqueles crentes pela expressão, carisma e idoneidade de tais líderes.

Foi o escrito da epístola aos Hebreus quem melhor identificou o problema e quem mais exaustivamente refutou tal posição. Partindo de vários elementos considerados como sagrados para o praticante do Judaísmo e partindo também de pessoas que muito contribuíram para a história religiosa de Israel, realçou a excelência de Cristo e sua superioridade aos elementos da Antiga Aliança.

Os escritos do Velho Testamento cumpriram vários objetivos, entre eles o de pavimentar a “estrada da Revelação” e também o de apontar para o Messias e a Nova Aliança. Precisavam ser entendidos como elementos de transição que apontavam para Aquele em quem residia a Plenitude da Sabedoria e da divindade – Jesus Cristo o Senhor. A parte inicial da Revelação (AT) cumpriu o propósito de introduzir o Filho de Deus na história da Salvação.

Na construção feita pelo anônimo escritor (Hebreus), o Senhor Jesus é maior que os anjos (apesar de, em sua encarnação tem sido um pouco menor que eles), maior que Moisés, maior que Arão e maior que Davi. O argumentativo escritor realçou a superioridade de seu sacrifício, a maioridade da aliança que inaugurou e a singularidade do santuário onde apresentou a expiação.

Cristo é superior! A salvação oferecida só foi eficaz graças a essa verdade. O ritualismo sacrificial não é mais necessário por causa da sua participação na “economia divina”. Aliás, além de possuir a natureza humana, podendo se identificar com os membros da raça humana, também é Deus, tornando-se nosso representante diante do Pai.

O Senhor Jesus transitou em dois universos diferentes: O humano e o divino. Como humano falou a verdade como profeta e manifestou a Palavra aos corações humanos; como divino deu o significado da Palavra, pois Ele mesmo é a Palavra; o Logos de Deus: “Antigamente Deus falou aos pais muitas vezes e de muitas maneiras pelos profetas, hoje fala pelo Filho”, Hb 1.1.

Como representante da raça sensibilizou-se pelos pecadores e sofredores. Como divino adentrou o “Santuário Celestial” oferecendo o Seu próprio sangue para redimir, de uma vez por todas, os quebrantados de coração. “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15).

Ao pensar sobre essa temática, precisamos trazê-la para o nosso dia a dia e aferir nossas doutrinas e convicções com ela. Três pontos tornam Jesus diferente dos outros líderes e instituições do Antigo Testamento: sua bendita natureza, seu relacionamento com o Pai e a sua vida exemplar.

Jesus é divino! Essa é uma das verdades mais contestadas em nossos dias, mais muito mencionada nas Escrituras do Novo Testamento (Jo 1.1-3; Cl 1.16-23; Hb 1.3). O Evangelho de João evidencia o esforço do apóstolo em apresentar aos seus leitores o Deus/Homem. Um que participava da natureza do Pai e constituía-se, um com Ele. Um que perdoava pecados – atribuição sempre entendida na religiosidade judaico-cristã como pertencente a Deus.

Jesus desenvolve íntima comunhão com o Pai! Prova disso é só observarmos os textos que reportam sobre os seus momentos de oração (Mt 26.36-46; Jo 17). O Filho sabe das intenções do Pai, pois esteve com Ele desde o Princípio e tem participação direta e ativa nas obras feitas por Ele (Jo 1.1-3). No glorioso plano da redenção o Pai fez o planejamento, o Filho executou-o e o Espírito Santo aplicou a salvação. Há unidade entre Eles (Ef 1.4-13).

Jesus é exemplar! Exemplar em sua obediência, em sua cumplicidade e em sua Palavra. Nele não há contradição, mentira ou ostentação (Fl 2.5-8). O Filho estampou para todos nós a medida do varão perfeito. Estabeleceu o padrão para todos que o confessam como Senhor e são, pelo Pai, incorporados como filhos na família celestial. Sua encarnação teve também essa finalidade, ser o referencial para o Cristão; afinal, a palavra sugere que cristão é ser parecido com Cristo.

Sobre Pr Samuel Suana

Samuel Suana, marido de Marta Maria da Silva Suana e pai de Flórence da Silva Suana e de Asaph da Silva Suana. É pastor da Igreja O Brasil para Cristo em Pindamonhangaba–SP. Bacharel em Teologia (IBAD), Graduado em Pedagogia (UNITAU), Licenciado em Educação, com especialização em Didática do Ensino Superior (FASC) e Psicologia Pastoral (CEM).

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